O SELO PERSONA

Selo Persona I – PAULO BENTANCUR – ESCRITOR

Selo Persona II – PAULO BARAOUCK – VÍDEODOCUMENTARISTA

Selo Persona III – VANESSA LAMPERT – ESCRITORA


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Carta ao Leitor

A inabilidade de ser igual e o desejo de personificar a existência é que enche as prateleiras e estantes de livros, filmes e CD’s.

Vida organizada, distribuída em capítulos e episódios: isto é Arte.

Desde que somos crianças adoramos ouvir histórias e contos de fadas. Crescemos e nos rendemos aos filmes e novelas, ir ao cinema e ao teatro. A ficção está por toda a parte e nos ajuda com a realidade da vida.

Inventar pode ser uma catarse, nos desplugando – por alguns instantes – de um mundo exigente e repleto de cobranças, nos fazendo migrar para um faz-de-conta, feito de formas, sinais e tramas que independem de tempo e espaço. Algo análogo, onde o prazer fala alto. É uma bela saída para recontruir-se e reinventar-se. Isto explica um médico ter uma banda de Rock, um dentista fazer trabalhos de marcenaria nas horas vagas, uma psicóloga compondo versos durante as noites, uma arquiteta costurando bonecas entre um e outro projeto. A fome pelo conhecimento e sensibilidade é ilimitada.

Nossa matéria de capa trás uma profissional da ficção: Fernanda Montenegro. Ela garante que resolve(u) no palco toda a sua fantasia. Em entrevista ao jornalista Armando Antenore Fernanda fala sobre Simone de Beauvoir e a grande influência de o “segundo sexo” em sua vida, de feminismo e do existencialismo. Conta sobre o pacto de fidelidade que fez (e cumpriu) com Fernando Torres, e responde certeira sobre o possível antagonismo de ser feminista e mãe.

Por sorte a ficção não é exclusividade dos artistas e literatas, é sim uma reserva acessível e democrática. O cobrador de ônibus, o eletricista, o pedreiro, o taxista…todos acreditam que suas vidas possam se tornar um livro, um filme, uma música. Afinal são protagosnistas de suas próprias histórias. O desejo de contar sinaliza a ânsia que qualquer um tem de ser incomum.

Neste mês de março, em que se celebra a mulher por todos os cantos, o “universo conspirou” e estamos rodeados de mulheres – notáveis – que aderiram a esta empreitada participativa da Contemporânea: Cris Persicano em seu ARTIGO DEFINIDO fala sobre a MULHER MODERNA que faz acontecer, Maria Emilia Genovesi é convidada do ARTIGO INDEFINIDO e – como que num grito – convida, MULHER: VAMOS EM FRENTE? Na recém criada página POESIA CONTEMPORÂNEA a participação da portuguesa Sylvia Beirute com poesias profundas e pensantes, solidifica o desejo da REVISTA CONTEPORÂNEA em estreitar laços e interagir com a CPLP.

Para arrematar toda essa história de mulheres e mais mulheres, o MUNDO CONTEMPORÂNEO é a análise desta edição terceira por MARCELO ULGUIM, nosso comentarista.

Feita – providencialmente – por mulheres, sugiro que essa edição – também – seja degustada por homens inteligentes que apreciem nossos feitos, nossas conquistas e nosso espaço.

Boa leitura,

Simone Costa
Editora

Inspirada pelo poeta Fabrício Carpinejar

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Aos 80 anos Fernanda Montenegro declara: “Toda a minha fantasia eu resolvi no palco”


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